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<META NAME="GENERATOR" CONTENT="SGML-Tools 1.0.9">
<TITLE>Linux Portuguese-HOWTO: Configuração do console (modo texto)</TITLE>
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<A HREF="Portuguese-HOWTO.html#toc3">Contents</A>
<HR>
<H2><A NAME="CONF-CONS"></A> <A NAME="s3">3. Configuração do console (modo texto)</A></H2>
<P>O documento de referência sobre a configuração do console do Linux é o
<A HREF="http://metalab.unc.edu/pub/Linux/docs/HOWTO/Keyboard-and-Console-HOWTO">Keyboard and Console HOWTO</A>, de Andries Brouwer, que pode ser
encontrado nos repositórios do LDP. Conforme lá descrito, a configuração da
fonte de caracteres e mapa de teclado é feita usando o pacote KBD, encontrado
em todas as distribuições de Linux.
<P>
<H2><A NAME="ss3.1">3.1 Mapas de teclado</A>
</H2>
<P>Cada tecla do PC possui um código numérico. Ao pressionarmos uma delas o
processador controlador do teclado envia ao computador esse código <EM>de
varredura</EM>, também conhecido como <EM>scancode</EM>, junto com um sinal de que a
tecla foi pressionada ou solta. As seqüências de eventos são então
processadas pelo <EM>driver</EM> de teclado e armazenadas em uma fila de
caracteres que é lida pelas aplicações por meio da chamada de funções do
sistema operativo.
<P>Um mapa de teclado é um arquivo de texto que estabelace as correspondências
entre o <EM>scancode</EM> de tecla e o caracter (ou seqüência de caracteres)
a gerar quando ela for pressionada, chamado <EM>keycode</EM>. Por exemplo:
<PRE>
# atribuição da tecla '-' do teclado numérico à tecla com código 74
keycode 74 = KP_Subtract
# atribuição da tecla '4' do teclado numérico à tecla com código 75
keycode 75 = KP_4
# etc...
keycode 76 = KP_5 # tecla 5
keycode 77 = KP_6 # tecla 6
keycode 78 = KP_Add # soma
keycode 79 = KP_1 # tecla 1
keycode 80 = KP_2 # tecla 2
</PRE>
<P>Além das teclas alfabéticas, numéricas e de símbolos, existem outras
chamadas <EM>modificadoras</EM> que permitem gerar códigos que não
correspondem a nenhum sinal gráfico: <EM>Shift Control
Alt</EM> e <EM>Meta</EM>. Esta última normalmente não é encontrada em
teclados de PCs, apenas em estações de trabalho de fabricantes como Sun,
SGI, HP e Digital (eles não gostam de ser chamados de ``DEC''). O editor de
texto Emacs usa muito a tecla <EM>Meta</EM>.
<P>O arquivo de mapa permite também especificar teclas especiais chamadas
``teclas mortas'' (<EM>deadkeys</EM>). Quando pressionadas elas não resultam no
aparecimento de um caracter na tela, limitando-se a alterar o comportamento da
tecla pressionada a seguir para que, por exemplo, ao se digitar um
<B>~</B> seguida de um <B>a</B>, seja gerado um `ã'.
<P>
<H2><A NAME="ss3.2">3.2 Mapas de tradução de tela</A>
</H2>
<P>Um mapa de tradução de tela permite especificar qual o caracter X a ser
exibido na tela, quando um programa deseja exibir um caracter Y. Desta
forma, poderíamos fazer com que ao escrever o caracter com o código do
<CODE>c-cedilhado</CODE> na tela, fosse na realidade exibido um outro caracter de
código diferente mas cuja <EM>imagem</EM> na nossa fonte de caracteres
correspondesse à imagem de um <CODE>c-cedilhado</CODE>.
<P>Este mapeamento é necessário apenas quando queremos usar uma fonte cujos
caracteres não possuem códigos diretamente correspondentes aos do conjunto
usado no mapa de teclado.
<P>
<P>
<H2><A NAME="ss3.3">3.3 Comandos do pacote KBD</A>
</H2>
<P>
<DL>
<DT><B>Loadkeys</B><DD><P>Permite carregar um mapa de teclado. Por exemplo, o comando
a seguir carrega o mapa armazenado no arquivo <CODE>portugal.map</CODE>.
<PRE>
loadkeys /usr/lib/kbd/keytables/portugal.map
</PRE>
<DT><B>Setfont</B><DD><P>Permite o carregamento de uma fonte de caracteres de tela, possibilitando a
alteração das fontes utilizadas em modo de texto. O comando a seguir, por
exemplo, irá carregar uma fonte com o conjunto Latin-1:
<PRE>
setfont lat1u-16.psf
</PRE>
<DT><B>Showfont</B><DD><P>mostra todos os caracteres existentes na fonte que está atualmente em uso
no console. O X também tem um comanto chamado showfont, que serve para
mostrar as características de uma determinada fonte, mas não os caracteres
em si. Para esta última finalidade se usa o comando <EM>xfd</EM>. Se o
programa showfont do pacote KBD for invocado em um emulador de terminal X,
como <EM>xterm</EM>, ele gerará um erro ``GIO_SCRNMAP: Invalid argument'', mas
não provocará nenhum dano.
<DT><B>Mapscr</B><DD><P>Permite carregar um mapa de tradução de tela. Suponhamos que exista o arquivo
<CODE>/etc/portugal.trad</CODE>. Se executarmos o comando
<PRE>
mapscrn /etc/portugal.trad
</PRE>
então a partir deste momento as traduções lá definidas serão usadas.
<DT><B>Loadunimap</B><DD><P>Carrega um mapa de tradução de Unicode para a fonte de tela. O mapa padrão,
chamado ``def.uni'' considera que estamos usando a fonte normal do IBM-PC.
Este comando <B>não</B> é necessário quando usamos uma fonte com caracteres
definidos no padrão Unicode, pois o programa setfont carrega
automaticamente a tabela de mapeamento adequada. O comando a seguir
carregará o mapa de tradução para as fontes latin-1:
<PRE>
loadunimap lat1
</PRE>
</DL>
<P>
<P>
<H2><A NAME="SEC:CARFONTE"></A> <A NAME="ss3.4">3.4 Carregamento de uma fonte de caracteres</A>
</H2>
<P>O pacote KBD contém dois tipos de fontes com codificação latin-1:
<UL>
<LI>as que já possuem uma tabela de mapeamento unicode, carregada
automaticamente pelo programa <CODE>setfont</CODE>. Estas fontes têm nomes
<CODE>lat1u-*.psf</CODE>;</LI>
<LI>as que não possuem tabela de mapeamento. Neste caso é preciso carregar
uma com o programa <CODE>loadunimap</CODE>. Estas têm nomes <CODE>lat1-*.psf</CODE>
(o ``u'' indica Unicode).</LI>
</UL>
<P>Nas versões mais novas do KBD os arquivos são comprimidos com <CODE>gzip</CODE>. É
preciso carregar uma fonte que tenha os caractres latinos acentuados no padrão
ISO 8859-1 e <EM>também</EM> os símbolos semigráficos. As fontes de nome
<CODE>iso01.*</CODE> não possuem esses símbolos. A fonte mais recomendada é a
<CODE>lat1u-16.psf</CODE>.
<P>As versões mais antigas do pacote KBD mantinham essas fontes no diretório
<CODE>/usr/lib/kbd/consolefonts</CODE>, que foi trocado depois da versão 0.92 por
<CODE>/usr/share/consolefonts</CODE>. Dependendo da sua distribuição e do quanto
ela esteja atualizada o diretório poderá ser um ou outro.
<P>
<H3>Slackware</H3>
<P>Foi criado o script <CODE>/etc/rc.d/rc.font</CODE>, contendo o seguinte:
<P>
<PRE>
#!/bin/sh
#
# /etc/rc.d/rc.font
#
# Seleciona uma das fontes de caracteres disponiveis em
# /usr/lib/kbd/consolefonts.
#
setfont lat1u-16.psf
# O comando a seguir é totalmente desnecessário
# com a fonte lat1u-16.psf.
# loadunimap lat1u
# Remova o comentário da linha abaixo se estiver usando uma fonte sem
# tabela de mapeamento de Unicode para tela:
# loadunimap lat1
</PRE>
<P>
<H3>Debian</H3>
<P>Edite o arquivo <CODE>/etc/kbd/config</CODE> e coloque uma linha contendo
<PRE>
CONSOLE_FONT=lat1u-16.psf
</PRE>
esse arquivo é processado pelo script <CODE>/etc/rc.boot/kbd</CODE>. Execute-o
para ativar a nova fonte sem ter que dar ``reboot''. Lembre-se sempre: Linux
<B>não</B> é Windows!
<P>
<H3>Red Hat</H3>
<P>Edite o arquivo <CODE>/etc/sysconfig/i18n</CODE> e veja se contém o seguinte:
<PRE>
LANG=pt_BR
LINGUAS=pt_BR
LC_CTYPE=ISO-8859-1
LC_ALL=pt_BR
SYSFONT=lat1u-16
SYSTERM=linux-lat
</PRE>
<P>
<H3>Conectiva Red Hat Linux</H3>
<P>Se você selecionar a língua correta durante a instalação não há nada mais a
fazer. A configuração é feita extatamente como do Red Hat.
<P>
<H3>S.u.S.E.</H3>
<P>Edite o arquivo <CODE>/etc/rc.config</CODE> e procure uma linha que começa com
``FONT='' (linha 64, em minha máquina com S.u.S.E. verão 5.6) e coloque
<PRE>
FONT=lat1u-16.psf
</PRE>
<P>Edite os scripts <CODE>boot.setup</CODE> e <CODE>single</CODE> contidos no diretório
<CODE>/etc/rc.d</CODE>. Procure a linha contendo o comando
<CODE>/usr/bin/loadunimap</CODE> e remova-a ou ponha no seu início um ``#''
para deixá-la como comentário. Veja comentários sobre este comando na
seção
<A HREF="#SEC:CARFONTE">Carregamento de uma fonte de caracteres</A>.
<P>
<H3>Testando a fonte</H3>
<P>Experimente algumas teclas como ``,.|!"#$%&/()=?'',
etc. e use o comando <CODE>showfont</CODE> para mostrar a fonte em uso.
<P>
<H2><A NAME="ss3.5">3.5 Carregando um mapa de teclado</A>
</H2>
<P>A seguir é necessário carregar o mapa de teclado adequado. Até a versão 0.92
do pacote KBD esses mapas ficavam no diretório <CODE>/usr/lib/kbd/keytables</CODE>
passando mais tarde para <CODE>/usr/share/keytables</CODE>. Dependendo da
distribuição você terá um diretório ou outro. Os mapas para diversos tipos de
teclados são apresentados mais adiante.
<P>
<H3>Slackware.</H3>
<P>Foi criado o script <CODE>/etc/rc.d/rc.keyboard</CODE>, contendo o seguinte:
<PRE>
#!/bin/sh
#
# /etc/rc.d/rc.keyboard
#
# Seleciona um dos mapas de teclado disponíveis no diretório
# /usr/lib/kbd/keytables
#
loadkeys abnt2
</PRE>
e acrescentei as seguintes linhas ao <CODE>/etc/rc.d/rc.S</CODE>,
imediatamente antes do tratamento do <CODE>/etc/rc.d/rc.keyboard</CODE>:
<PRE>
# Carrega uma fonte de caracteres se existe um script rc.font.
if [ -x /etc/rc.d/rc.font ]; then
/etc/rc.d/rc.font start
fi
# Carrega um mapa de teclado se existe um script rc.keyboard.
if [ -x /etc/rc.d/rc.keyboard ]; then
/etc/rc.d/rc.keyboard start
fi
</PRE>
<P>
<H3>Debian.</H3>
<P>Certifique-se de ter instalado o pacote <EM>kbd</EM> e depois faça o seguinte:
<UL>
<LI>copie os arquivos com os mapas de teclado fornecidos (veja a seção
<A HREF="Portuguese-HOWTO-7.html#SEC:FICHEIROS">Ficheiros necessários</A>) para o diretório
<CODE>/usr/share/keytables/</CODE>. Não é necessário descomprimi-los;</LI>
<LI>copie o mapa correspondente ao seu teclado para o arquivo
<CODE>/etc/kbd/default.map.gz</CODE>.</LI>
<LI>rode o script <CODE>/etc/init.d/keymaps.sh</CODE>.</LI>
</UL>
<P>
<H3>Red Hat.</H3>
<P>Certifique-se de ter instalado o pacote <EM>kbd</EM>. Copie os arquivos com os
mapas de teclado fornecidos (veja a seção
<A HREF="Portuguese-HOWTO-7.html#SEC:FICHEIROS">Ficheiros necessários</A>) para o diretório
<CODE>/usr/lib/kbd/keytables/</CODE> (ou
<CODE>/usr/lib/kbd/keymaps/i386/qwerty/</CODE>, a pertir do Red Hat 5.2). Não
é necessário descomprimi-los.
<P>Edite o arquivo /etc/sysconfig/keyboard e coloque o nome do mapa a usar na
variável KEYTABLE, como por exemplo
<PRE>
KEYTABLE="abnt2"
</PRE>
<P>
<H3>Conectiva Red Hat Linux.</H3>
<P>O CRHL já vem com os mapas de teclado para Português. Se você selecionou o
teclado correto durante a instalação, não há mais nada a fazer. Caso
contrário, edite o arquivo <CODE>/etc/sysconfig/keyboard</CODE> e coloque
<PRE>
KEYTABLE="nome"
</PRE>
Onde ``nome'' é <EM>br-abnt2</EM>, <EM>pt</EM> ou <EM>us-acentos</EM> caso o desenho do
seu teclado seja ABNT-2, português ou americano.
<P>
<P>
<H3>S.u.S.E..</H3>
<P>Certifique-se de ter instalado o pacote <EM>kbd</EM>. Copie os arquivos com os
mapas de teclado fornecidos (veja a seção
<A HREF="Portuguese-HOWTO-7.html#SEC:FICHEIROS">Ficheiros necessários</A>) para o diretório
<CODE>/usr/lib/kbd/keytables/</CODE>. Não é necessário descomprimi-los.
<P>Descomprima o mapa de teclado adequado, copiando para o arquivo
<CODE>/etc/default.keytab</CODE>, usando por exemplo um comando como
<PRE>
zcat /usr/lib/kbd/keytables/pt.map.gz > /etc/default.keytab
</PRE>
<P>
<H3>Testando o teclado</H3>
<P>Experimente pressionar a tecla <B>c-cedilhado</B> (se o teclado não tem esta
tecla, digite <CODE>'c</CODE>). Verifique se todas as letras acentuadas, maiúsculas e
minúsculas são geradas corretamente e aparecem na tela. Se aparecer algum
caracter estranho verifique se carregou o mapa de teclado e a fonte de
caracteres corretos, pois provavelmente uma dessas operações foi mal sucedida.
<P>Se ao invés de c-cedilha minúsculo aparecer um maiúsculo é provável que uma
tabela de mapeamento Unicode incorreta esteja a ser carregada. Este problema
ocorrerá na distribuição S.u.S.E. se não se fizerem as alterações nos scripts
do sistema mencionadas anteriormente.
<H2><A NAME="ss3.6">3.6 Verificando erros</A>
</H2>
<P>Mas, e se alguns dos caracteres continuarem a não aparecer? Bem, antes de mais
nada verifique se a fonte e o mapa de teclado adequados foram carregados. Um
caso especial é quando queremos usar uma fonte que não segue a codificação ISO
Latin-1 (é o caso da fonte padrão do console do PC). Teríamos então de
<EM>convencer</EM> a tela a mostrar os caracteres certos em cada caso.
<P>Poderíamos recorrer ao comando <EM>mapscrn</EM>. O arquivo com a tabela de
tradução teria no entanto de ser criado por nós, seguindo um processo moroso
de tentativa e erro até encontrar o caracter cuja imagem desejávamos. Ou, de
uma forma mais fácil, poderíamos usar o comando <EM>showfont</EM>.
<P>Se usarmos a fonte de caracteres correta, o uso deste último comando será
desnecessário. É até recomendável que não se use tal recurso, pois embora ele
permita criar uma tabela de caracteres ``personalizada'' em um computador,
será difícil que um documento acentuado produzido nessa máquina possa ser lido
em outra que não tenha a mesma configuração.
<P>
<HR>
<A HREF="Portuguese-HOWTO-4.html">Next</A>
<A HREF="Portuguese-HOWTO-2.html">Previous</A>
<A HREF="Portuguese-HOWTO.html#toc3">Contents</A>
</BODY>
</HTML>